“Bons ventos vindo do Norte” Dólar opera em queda, abaixo de R$ 3,90.

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (5), repercutindo as últimas pesquisas eleitorais e após a divulgação dos dados do mercado de trabalho dos EUA.

Às 15h22, a moeda norte-americana caía 0,79%, vendida a R$ 3,8623.

Na mínima, o dólar atingiu R$ 3,84. Na máxima, chegou a R$ 3,8943.

Segundo a Reuters, ao longo do dia, os investidores devem ajustar suas posições para o pleito de domingo, podendo buscar proteção com a compra de dólares, depois de a moeda ter renovado a mínima a R$ 3,84, após dados do mercado de trabalho norte-americano fora do setor agrícola abaixo do esperado. Segundo o relatório do Departamento do Trabalho, foram criadas 134 mil vagas no mês passado, menor número em um ano, mas os dados de julho e agosto foram revisados para mostrar 87 mil vagas a mais do que o informado antes. A previsão era de abertura de 185 mil vagas.

No exterior, o dólar tinha leve queda ante a cesta de moedas, e caía ante as divisas de emergentes, como o peso mexicano.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 1,925 bilhão do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro.

Última sessão

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,19%, vendida a R$ 3,8939. No ano, até a véspera, a moeda acumula alta de 17,5%, e no mês, queda de 3,5%.

Assim, o dólar interrompeu uma sequência de três quedas e subiu pela primeira vez em outubro, num leve movimento de correção influenciado pela fraqueza das divisas emergentes no exterior e ainda com uma pausa na euforia com o cenário eleitoral após a pesquisa Ibope.

Perspectivas

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 caiu de R$ 3,90 para R$ 3,89 por dólar, segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado na segunda. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar.

Desde agosto, o dólar vinha se mantendo acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

A expectativa de que a cautela iria predominar nos mercados antes do primeiro turno foi substituída por ajuste de posições nos últimos pregões, em meio a novas pesquisas eleitorais e especulações sobre o desfecho das eleições.

O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil.

As flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar ou oferta: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

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